sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Doutores do ABC: um pequeno passo, um salto gigantesco!


A chegada de dezembro mostra que mais uma etapa da vida está se completando e que dentro de poucos dias teremos um novo ano, novas oportunidades para realizar aquilo que não conseguimos durante o ano vigente.

Além de marcar as festas natalinas, dezembro para a classe estudantil tem inúmeros significados. É o mês de se atentar para a recuperação e evitar a temível reprovação. No entanto, para outros alunos também tem o seu lado bom, pois Dezembro é o mês das formaturas. Todas muito importantes para a vida acadêmica, porém a formatura dos doutores do ABC carrega uma importância a mais. Afinal, os pequenos de 6, 7, às vezes, até de 8 anos, dizem para todos que já sabem ler e escrever. E é verdade, para o orgulho dos pais e é de extrema importância comemorar essa conquista.

E com a leitura eles descobrem um mundo, até então visto apenas pelas histórias contadas pelos outros; e agora não mais. Agora são eles mesmos os contadores das suas histórias, mesmo sem ritmo, muitas das vezes sem pontuação, eles procuram traduzir o que as palavras querem dizer.

Muitos acreditam que a formatura do ABC não é necessária, pois a criança é muito pequena. Mas muito pelo contrário, ela é extremamente importante. Marca o início do aprendizado que o aluno terá durante todo o decorrer da vida. O próximo passo é o entendimento maior do texto, mas antes de se falar no próximo degrau é preciso valorizar o momento de formatura do ABC. É preciso lembrar do esforço de todos. Os pais e familiares que levam a criança à escola; dos irmãos mais velhos, que nem sempre vão contentes, pois são obrigados a interromper o que estão fazendo para... “ir buscar teu irmão na aula”; avós que se deslocam algumas vezes até com dificuldades, mas com o prazer em seu rosto e de todos os demais cuidadores que exercem essa função com louvor.

Nessa cadeia, uma peça fundamental são os professores, a eles cabe o mérito maior. A eles cabe ser reconhecidamente valorizados por conduzir pequenas mentes ao gigante mundo das letras. Por abrir as portas do conhecimento. Por plantar uma semente, que bem regada, dará bons frutos. Por, enfim, alicerçar a base para a formação de verdadeiros cidadãos.


Além disso, toda criança gosta de participar da "formaturinha", mesmo que seja algo simples. E é uma recordação que ela terá para a vida toda, as fotos de formatura na educação infantil, junto com os coleguinhas que muitas vezes ainda serão amigos na formatura do ensino médio. Essas lembranças são algo insubstituível.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016


INFESTAÇÂO DE PIOLHO


 
Pediculose é o nome científico que se dá a uma infestação de piolhos, que surge com alguma regularidade nas crianças em fase escolar. Este tipo de infestação pode acontecer em qualquer altura da vida, inclusive nos adultos, e pode surgir não só na cabeça, mas também no corpo, cílios, sobrancelhas ou na região dos pêlos púbicos. 

O piolho é um parasita que não voa ou pula, e a sua infestação de pessoa para pessoa acontece por contato direto com o cabelo de uma pessoa infectada ou através da partilha de escovas, pentes, chapéus, travesseiros, lençóis e vestuários. Estes parasitas alimentam-se apenas de sangue, vivem em média 30 dias e multiplicam-se muito rapidamente, pois cada fêmea põe entre 7 a 10 lêndeas por dia.



 
Como identificar a Infestação de Piolhos na Cabeça

A infestação de piolhos no couro cabeludo é mais comum nas crianças e provoca sintomas como: 
 
·         Coceira intensa no couro cabeludo; 

·         Pequenas feridas na cabeça; 

·         Surgimento de pequenos pontinhos brancos nos cabelos. 

Os pontinhos brancos fazem lembrar caspa e apenas podem ser observados quando o couro cabeludo é examinado bem de perto, indicando a presença de lêndeas. Os piolhos por seu lado possuem uma coloração acastanhada ou preta, sendo por isso mais difíceis de observar, pois, confundem-se facilmente com o cabelo. 

  
Como Tratar a Infestação de Piolhos


O tratamento para infestação de piolhos na cabeça deve ser indicado pelo médico, sendo geralmente utilizado shampoos para piolho, como Deltacid ou Escabin. A utilização dos shampoos pode ser combinada com a utilização de um pente fino para retirar piolhos e lêndeas mortas, que deve ser usado após cada lavagem. 
 

 Dicas para acabar com piolho

            Acabar com piolho nem sempre é fácil, no entanto existem 4 dicas que ajudam o tratamento e que podem acabar com os piolhos e lêndeas:

1.    Passar shampoo para piolhos em todo o cabelo, desde a raiz até às pontas;

2.    Utilizar um pente para espalhar bem o shampoo;

3.    Lavar objetos que tenham estado em contato com o cabelo da criança, como lençóis, cobertores, roupas, brinquedos de pelúcia, prendedores e arcos de cabelo, chapéus, bonés, tapetes, almofadas e a capa do sofá, se possível, em água com temperatura superior a 60º;

4.    Verificar, a cada 7 dias, com pente fino, se ainda há lêndeas ou piolhos, durante 40 dias.
 

Alerta: Por conta de irritabilidade da coceira, o aluno pode ser prejudicado em seu aprendizado, podendo causar também discriminação entre os colegas, além de problemas de saúde, principalmente anemia. 

 

Fonte: Texto adaptado do site WWW.tuasaude.com e do autor Silvano Vilela

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

 
A IMPORTÂNCIA DE SER UM ETERNO ESTUDANTE
       
 Num mundo tão competitivo em que o mercado de trabalho está cada vez mais distante daqueles que não tiveram o acesso a educação. É preciso conscientizar os nossos jovens de que o verdadeiro estudante vai para a escola não apenas para contentar seus pais ou a sociedade, ou por qualquer outro motivo que seja alheio a sua vontade.
        
 
Todo estudante que se propõe a estudar é uma pessoa que pensa na vida, que  vive o presente, como também imagina e prepara-se para o futuro. Um estudante consciente é aquele que diz: “tenho que fazer o meu fazer”, isto é, tenho uma vida e devo pensá-la, porque ela é minha e sou responsável por ela.
 

         
Estudar exige forças para dominar e talhar o conhecimento e a compreensão das ideias. O importante para a pessoa que deseja ser importante é querer aprender sempre, para realizar sua vida. Investigar e aprender o que pretende ser e como ser, pois necessita pensar e planejar a sua vida.


         O verdadeiro estudante consciente de sua realidade, não estuda apenas para receber uma nota, mas para tornar-se um cidadão crítico e consciente de seu papel perante a sociedade.

         Se você deseja e quer ser mais que um aluno, estude! Começando por estudar a si mesmo, questionando o seu querer, a sua ação, exigente nas suas decisões e relações. É preciso buscar a sabedoria e que ela seja uma palavra chave para você que é estudante, assim como para os professores é grande a satisfação de ver os seus alunos atingirem os objetivos almejados por ele em cada conteúdo.

         É preciso refletir sobre o papel de ser estudante e questionar-se sobre o por que de está na escola, o que vai fazer, como vai fazer, quem pode lhe ajudar a traçar e construir os seus caminhos. Por tudo isso é que você precisa cada vez mais se sentir estudante e vir para a escola com força de vontade e perceber o seu crescimento intelectual a cada dia e ter sede de conhecimento.
 
 
O SOEP, parabeniza todos os ESTUDANTES!
 
Fonte: Texto adaptado do Professor Alessandro, retirado do site www.recantodasletras.com.br.

quinta-feira, 9 de junho de 2016


Com as férias escolares chegando, alguns Pais se perguntam o que fazer?

 

É hora de repensar a sua rotina, a rotina da casa e, principalmente, a rotina dos filhos. Para as crianças está chegando uma das épocas mais esperadas do ano: as férias escolares. Muitas viajam com os pais ou com os amigos, vão para colônia de férias ou para a casa da avó. Mas nem todas as crianças têm estas oportunidades. A maioria delas fica em casa, e é aí que os pais precisam ser criativos para manter os filhos longe do tédio, da televisão, do videogame e do computador.


É importante que os pais participem e estimulem as crianças a procurar meios diferentes de diversão. Não precisa ser em uma área de lazer de um shopping, que vai custar caro e o acesso é complicado. Várias atividades podem ser legais para fazer em família e com os amigos e não vão pesar no bolso.


Todos os pais gostariam que fosse possível programar uma viagem e conciliar as suas férias com as férias da criançada, maravilha, isto seria a SOLUÇÃO ideal, não é mesmo? Como nem sempre isso é possível, será necessário SIM mudar a rotina e se organizar com certa antecedência. A hora é agora, acredite!

Se os pais não têm muito tempo, não é preciso entrar em pânico. A família pode organizar programas em família para os finais de semana e com os amigos durante a semana.

Segue abaixo, algumas dicas para ajudar a manter a serenidade e a ordem na casa e na vida durante as férias escolares.

 
1- Aceite ajuda!

Caso você trabalhe fora e tenha filhos pequenos, vai precisar sim de uma mãozinha amiga. Contrate uma ajudante temporária ou chame os avós, tios e até as suas amigas que tiverem disponibilidade e disposição para ajudar a manter a criançada ocupada.

2- Atividades para os pequenos!

Pesquise atividades que os seus filhos possam fazer fora de casa, cursos, aulas extras como aulas de música, futebol, dança, artes e outras que interessem os seus filhos. Assim, além deles se divertirem, a rotina da casa não mudará tanto.

Colônias de férias são ótimas aliadas nessa hora. Muitas delas servem refeições e oferecem um horário quase integral. Apenas pesquise muito antes de sair colocando o seu filho em qualquer colônia de férias. Avalie a questão da segurança, das atividades oferecidas, higiene, alimentação, instalações e custo X benefício.

 

3-Envolva a criançada nas atividades da casa!

Se a ideia da Colônia de férias e cursos extras não agradar, então o jeito é envolver os filhos na rotina da casa e matê-los sempre ocupados. Mas como fazer isso? Por onde começar?

·         Estipule tarefas de acordo com a idade de cada um. Crianças a partir de 4 anos, podem muito bem ajudar a arrumar a própria cama e manter a organização do quarto.

·         Ensine com calma e faça com que esta tarefa se torne um prazer e não uma simples obrigação.

·         Mostre como é importante cuidar das próprias coisas. Faça com que eles se sintam importantes ao realizarem esta tarefa.

·         Valorize os acertos, parabenize e sempre comemore a finalização da tarefa. Dessa forma, você estimulará cada vez mais a criançada, que se sentirá importante, capaz e motivada. Só isso faz uma diferença e tanto, pode apostar!

·         Deixe que a criançada brinque à vontade e faça bagunça, afinal de contas, eles estão de férias, não é mesmo? E férias são praticamente sinônimos de bagunçar, passear, se divertir, brincar e brincar muito, mas tudo sem exageros.

·         Para que não vire uma bagunça constante, imponha regras e limites. Por exemplo, a bagunça poderá ser feita no quarto ou na sala, mas todos os brinquedos devem voltar para os seus respectivos lugares, logo após o término das brincadeiras.

·         Algumas crianças costumam adorar ajudar nas tarefas de casa, elas se sentem importantes com isso. Elas podem ajudar a colocar e tirar a mesa do almoço ou do jantar, mas apenas os jogos americanos e acessórios que não apresentem nenhum risco, como copos de vidro e facas.

·         Elas ainda podem dar uma mãozinha na hora de secar a louça, tudo de um jeitinho bem divertido e com uma finalidade: ensinar desde cedo os filhos a importância de ajudar os pais na manutenção da casa.

·         Caso tenham crianças um pouco mais velhas em casa, tire um tempinho para ensiná-las a separar o lixo e explicar sobre a importância da reciclagem.

·         Envolva a criançada no preparo dos alimentos também. Por que não? Elas podem ajudar a escolher o cardápio da semana, ou então, fazer alguma receita mais simples, como um bolo, lavar e montar as verduras na salada, escolher os ingredientes da sopa etc.

·         Use a criatividade de um jeitinho que tudo se transforme em uma brincadeira super divertida!

·         Se os seus filhos são pré- adolescentes ou adolescentes, este é o momento ideal para colocar ordem de uma vez por todas nos armários e no quarto. Faça com que eles descartem as peças que não usam mais, reorganizem o armário e também o material escolar. Nessa idade, eles podem e devem ajudar na rotina diariamente para manter a organização e limpeza da casa.

·         Estipule tarefas de forma equilibrada e justa, levando em conta também que o momento deles é de aproveitar, reunir os amigos, passear, descansar e se divertir muito.



 




Mesmo com essas dicas, ainda assim você sentirá uma mudança grande na organização e andamento das coisas. O jeito é relaxar e tentar aproveitar ao máximo essas horinhas a mais com os filhos em casa, tornando o momento divertido e inesquecível.
As férias passam rápido e logo, logo tudo voltará ao normal, então ensine, aprenda, curta e não se estresse jamais!

 

Boas férias escolares para todos!

 

Texto adaptado das autoras Ludmila Mendes e Isabela Kastrup.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015


 O valor do Natal para as crianças
                  


Devemos aproveitar o Natal para construir valores nas crianças

 
Na época de Natal, o consumismo se torna algo muito perigoso. A mídia exaustivamente aproveita essa época para incentivar a comprar, comprar, comprar. Hoje as crianças não se contentam apenas com um presente pedido ao Papai Noel, mas fazem listas de brinquedos enormes e se frustram quando não recebem. E é justamente nessa época do ano que vemos as grandes diferenças entre as famílias. Muitas não têm sequer o que comer e outras se esbanjam em coisas supérfluas.

O psiquiatra e escritor Augusto Cury escreveu: “É um crime estimular a emoção das crianças para um consumo desenfreado. Elas têm pouco filtro intelectual, reagem sem pensar. Têm, portanto, uma capacidade de escolha em formação. Crianças e pré-adolescentes precisam ter infância e consumir mais alegria, aventuras, desafios, e menos produtos. Empresas, inclusive programas infantis, que massacram as crianças para consumir, têm uma dívida impagável com a humanidade”.




Como formar valores nas crianças no Natal
 A doação e preocupação com o próximo deve ser ensinado às crianças desde cedo, inclusive durante o Natal. Preparar sacolinhas de roupas, calçados, brinquedos e guloseimas para crianças carentes é uma forma de ensinar as crianças o verdadeiro sentido do Natal.

No começo não será fácil para a criança entender que entramos nas lojas para comprar algo que não seja para ela, mas é importante conversar e mostrar que não é só ela que gosta de brincar. Ela acabará aceitando e ainda ajudará a escolher os presentes.
O momento de maior aprendizado com certeza será a participação do seu filho na entrega das sacolinhas com brinquedos e roupas às crianças carentes. Com o passar do tempo, a criança que aprendeu a dividir e a doar, vai ficar até ansiosa em acordar cedo para levar os presentes com a mamãe e o papai, e ao chegar no local, irá se aproximando aos poucos e logo estará brincando com outras crianças.

A época do Natal é uma oportunidade muito importante para os pais ensinarem seus filhos sobre os prejuízos que envolvem o consumismo exagerado. Até mesmo na hora na montagem da árvore de Natal e do presépio, são momentos importantes de ensino, explicando cada significado de cada enfeite e personagens da árvore e do presépio. Nessa hora, cabe aos pais ensinarem até mesmo as crianças menores, que a árvore não está ali apenas para que os presentes sejam colocados embaixo dela.
 
Não é preciso passar valores negativos em relação aos presentes. Muito pelo contrário, a troca de presentes mostra o valor da confraternização, da troca de carinho e amor. Os pais podem até mesmo fazer lembrancinhas com os filhos para entregarem aos familiares.

O ensino em dividir e doar vai mostrar à criança a importância em prestar atenção ao sentimento e dores de outras pessoas, no respeito aos idosos e aos animais de estimação. A criança que aprende valores torna-se multiplicadora potencial para um mundo cada vez melhor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


COMO RESPONDER AS PERGUNTAS DAS CRIANÇAS
     
Quantas vezes você se surpreendeu com as perguntas de seu filho e ficou quase gaguejando, sem saber o que dizer? Realmente, há momentos em que fica difícil explicar a uma criança as complexidades da vida e do comportamento humano, mas sempre dá para encontrar uma resposta que satisfaça a curiosidade infantil sem causar traumas ao pequeno ou deixar o adulto incomodado. A primeira regra é sempre falar a verdade. Pode parecer complicado num primeiro momento. Afinal, como explicar ao filho de 5 anos, sem mentir, como ele entrou e saiu da sua barriga?

          Antes de desatar a falar, procurar saber o que a criança sabe sobre o tema. "Muitas vezes, basta uma resposta curta, sem detalhes, e ela se satisfaz. Se isso não acontecer, deve haver espaço para questionar mais". Também é importante usar uma linguagem acessível e responder a tudo. "A pergunta denuncia uma inquietação da criança e precisa ser esclarecida. Mesmo que seja um assunto difícil, como a morte, os pais têm de encontrar uma maneira de responder sem enganá-la, contornando o que acreditam que não pode ser dito. A verdade apazigua o espírito do pequeno", explica a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci.

           Para a psicóloga infantil Suzy Camacho, autora do livro Guia Prático dos Pais (Ed. Paulinas), a naturalidade dos adultos no momento da conversa deixa a criança à vontade para fazer outras perguntas e matar a curiosidade.

          A seguir reunimos as perguntas mais comuns – e também as mais inquietantes – feitas pelos pequenos e as repostas sugeridas pelos especialistas.

 
                                                1. Como eu nasci?

          Toda criança pergunta isso e a melhor resposta continua sendo a clássica: o papai colocou uma sementinha na mamãe, que se encontrou com outra sementinha, e daí você cresceu dentro da minha barriga. Se ela quiser saber mais detalhes, você pode dizer que a semente do papai se chama espermatozoide e a da mamãe óvulo. "Se a curiosidade se estender, pode-se dizer que o pênis do papai entra na vagina da mamãe para depositar a sementinha. Mas sem fazer caras e bocas. Fale naturalmente", diz Suzy.

2. Como eu saí da sua barriga?

          No dia do seu nascimento, a mamãe foi para o hospital e o médico tirou você. Está vendo essa cicatriz? Foi por aqui que o doutor tirou você (se foi uma cesariana). Para o parto normal, você pode dizer que ela saiu pela sua vagina. É assim que todo mundo nasce.

3. O que é transar?

          É um ato de amor entre duas pessoas que se amam. É quando transam que o papai e a mamãe fazem bebês.

 

Fonte: Texto de Angela Seura - modificado/adaptado (Site: MDMULHER)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Juntos escrevemos um Futuro Melhor


Onde está a falha? 
A culpa é da família ou da Escola?

Diante do insucesso de um aluno, a escola e a família passam a se cobrar: "Onde foi que vocês falharam?" A família questiona a escola por ser ela a responsável pelo ensino. A escola questiona a família pelo fato de que, se alguns conseguem aprender, o problema dos malsucedidos só pode vir de fora. Todos têm razão, mas ninguém está certo. Por outro lado, não basta as duas culparem a si mesmas, pois uma professora ou uma mãe nem sempre encontrarão resposta ao se perguntar "Onde foi que eu falhei?". O problema não está separadamente em nenhum dos lados, muito menos nos estudantes - razão de ser da relação entre os dois. Não faz nenhum sentido tomá-los como culpados.

Crianças e jovens são levados para a escola com o objetivo de que aprendam os conteúdos e desenvolvam competências que os preparem para a vida. Os educadores esperam que cheguem à sala de aula interessados em aprender, prontos para o convívio social e para o trabalho disciplinado. Quando as expectativas dos dois lados se frustram, surge um círculo vicioso de reclamações recíprocas que devem ser evitadas com a adoção de atitudes de co-responsabilidade. Vamos ver como promover isso, começando por recusar velhas desculpas, de que nada se pode fazer com "as famílias de hoje" ou com "as escolas de hoje".

Educar depende de uma relação mais ampla entre os pais do aluno e os professores do que a prevista em uma mera prestação de serviços. O primeiro passo para que isso aconteça é estabelecer uma via de mão dupla e o segundo é estabelecer regras que fortalecerão essa parceria permitindo que a aprendizagem dos filhos e alunos seja a prioridade a ser tratada, sendo assim, na identificação das falhas, ambos – escola e família, devem se unir em busca das soluções. 

"Quem ama educa." (Içami Tiba)

Texto Adaptado de Luis Carlos de Menezes.
 (Físico e educador da Universidade de São Paulo).