sexta-feira, 20 de novembro de 2015


COMO RESPONDER AS PERGUNTAS DAS CRIANÇAS
     
Quantas vezes você se surpreendeu com as perguntas de seu filho e ficou quase gaguejando, sem saber o que dizer? Realmente, há momentos em que fica difícil explicar a uma criança as complexidades da vida e do comportamento humano, mas sempre dá para encontrar uma resposta que satisfaça a curiosidade infantil sem causar traumas ao pequeno ou deixar o adulto incomodado. A primeira regra é sempre falar a verdade. Pode parecer complicado num primeiro momento. Afinal, como explicar ao filho de 5 anos, sem mentir, como ele entrou e saiu da sua barriga?

          Antes de desatar a falar, procurar saber o que a criança sabe sobre o tema. "Muitas vezes, basta uma resposta curta, sem detalhes, e ela se satisfaz. Se isso não acontecer, deve haver espaço para questionar mais". Também é importante usar uma linguagem acessível e responder a tudo. "A pergunta denuncia uma inquietação da criança e precisa ser esclarecida. Mesmo que seja um assunto difícil, como a morte, os pais têm de encontrar uma maneira de responder sem enganá-la, contornando o que acreditam que não pode ser dito. A verdade apazigua o espírito do pequeno", explica a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci.

           Para a psicóloga infantil Suzy Camacho, autora do livro Guia Prático dos Pais (Ed. Paulinas), a naturalidade dos adultos no momento da conversa deixa a criança à vontade para fazer outras perguntas e matar a curiosidade.

          A seguir reunimos as perguntas mais comuns – e também as mais inquietantes – feitas pelos pequenos e as repostas sugeridas pelos especialistas.

 
                                                1. Como eu nasci?

          Toda criança pergunta isso e a melhor resposta continua sendo a clássica: o papai colocou uma sementinha na mamãe, que se encontrou com outra sementinha, e daí você cresceu dentro da minha barriga. Se ela quiser saber mais detalhes, você pode dizer que a semente do papai se chama espermatozoide e a da mamãe óvulo. "Se a curiosidade se estender, pode-se dizer que o pênis do papai entra na vagina da mamãe para depositar a sementinha. Mas sem fazer caras e bocas. Fale naturalmente", diz Suzy.

2. Como eu saí da sua barriga?

          No dia do seu nascimento, a mamãe foi para o hospital e o médico tirou você. Está vendo essa cicatriz? Foi por aqui que o doutor tirou você (se foi uma cesariana). Para o parto normal, você pode dizer que ela saiu pela sua vagina. É assim que todo mundo nasce.

3. O que é transar?

          É um ato de amor entre duas pessoas que se amam. É quando transam que o papai e a mamãe fazem bebês.

 

Fonte: Texto de Angela Seura - modificado/adaptado (Site: MDMULHER)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Juntos escrevemos um Futuro Melhor


Onde está a falha? 
A culpa é da família ou da Escola?

Diante do insucesso de um aluno, a escola e a família passam a se cobrar: "Onde foi que vocês falharam?" A família questiona a escola por ser ela a responsável pelo ensino. A escola questiona a família pelo fato de que, se alguns conseguem aprender, o problema dos malsucedidos só pode vir de fora. Todos têm razão, mas ninguém está certo. Por outro lado, não basta as duas culparem a si mesmas, pois uma professora ou uma mãe nem sempre encontrarão resposta ao se perguntar "Onde foi que eu falhei?". O problema não está separadamente em nenhum dos lados, muito menos nos estudantes - razão de ser da relação entre os dois. Não faz nenhum sentido tomá-los como culpados.

Crianças e jovens são levados para a escola com o objetivo de que aprendam os conteúdos e desenvolvam competências que os preparem para a vida. Os educadores esperam que cheguem à sala de aula interessados em aprender, prontos para o convívio social e para o trabalho disciplinado. Quando as expectativas dos dois lados se frustram, surge um círculo vicioso de reclamações recíprocas que devem ser evitadas com a adoção de atitudes de co-responsabilidade. Vamos ver como promover isso, começando por recusar velhas desculpas, de que nada se pode fazer com "as famílias de hoje" ou com "as escolas de hoje".

Educar depende de uma relação mais ampla entre os pais do aluno e os professores do que a prevista em uma mera prestação de serviços. O primeiro passo para que isso aconteça é estabelecer uma via de mão dupla e o segundo é estabelecer regras que fortalecerão essa parceria permitindo que a aprendizagem dos filhos e alunos seja a prioridade a ser tratada, sendo assim, na identificação das falhas, ambos – escola e família, devem se unir em busca das soluções. 

"Quem ama educa." (Içami Tiba)

Texto Adaptado de Luis Carlos de Menezes.
 (Físico e educador da Universidade de São Paulo).

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dê afeto, regras e limites!


 

Dar carinho, mas sem deixar de impor regras e limites. Esse é o papel da família na educação dos filhos. Os valores morais e os padrões de conduta são adquiridos essencialmente através do dia a dia na família, que se torna uma instituição privilegiada na educação infantil. De acordo com a psicóloga Dra. Marília Velasco, especialista em Psicopatologia Clínica, são os pais que, ao colocarem limites e dar afeto, ensinam as crianças a serem seguras, a terem boa autoestima e a resolverem problemas. Confira a entrevista completa e aprenda como educar melhor seus filhos desde cedo.

Qual a importância da família na educação dos filhos?

A família é o lugar privilegiado para a promoção da educação infantil. Os valores morais e os padrões de conduta são adquiridos essencialmente através do convívio familiar. Ensinar a criança, desde a tenra idade, a solucionar problemas é um excelente caminho para desenvolver a sua segurança, inibindo, consequentemente o aparecimento de distúrbios sérios, como a depressão infantil.

Como inibir o comportamento agressivo de algumas crianças?

Os contatos de pele, abraçar, fazer carinho, ficar de mãos dadas, dar beijinhos são fortes inibidores do desenvolvimento do comportamento agressivo em crianças. A afetividade permite o estabelecimento de uma relação agradável entre os membros da família, facilitando, inclusive, a superação de divergências familiares. Toda família tem suas divergências. O que se busca são formas apropriadas de lidar com elas e, sobretudo, superá-las. As relações afetivas positivas fornecem excelente caminho para este difícil desafio, que sempre preocupam os pais.

As regras também são importantes na educação dos filhos?

Aliadas ao carinho estão às regras. Elas devem ser criadas para permitir um relacionamento adequado entre a família, mas os pais não devem estabelecer regras excessivas e difíceis de serem cumpridas. Se os filhos descumprem o acordo, é importante que se explique qual regra foi desobedecida e quais são suas consequências.

Nesse caso, o castigo é recomendado?

Nem sempre o castigo é indicado. Quando houver a necessidade, é recomendável que haja a retirada de algum tipo de lazer por um período curto de tempo, como ficar sem jogar videogame por um dia. O castigo nunca deve produzir privação de necessidades básicas (alimento, sono, carinho) ou produzir dor. Privar a criança de carinho é um erro gravíssimo. A criança deve ter segurança do amor dos pais sempre, mesmo quando está sendo castigada. O comportamento indesejado deve ser punido e não a criança.

O que os pais devem priorizar na educação dos filhos?

Os pais estão passando a todos instantes valores morais a seus filhos. Por isso, agir com honestidade, senso de justiça, solidariedade, amizade, respeito ao próximo, respeito às leis e empatia (se colocar no lugar do outro), devem ser  foco da educação dos filhos.

Como agir para elogiar ou dar broncas?

Assim como o descumprimento das regras deve ser recriminado, os comportamentos aprovados pelos pais devem ser incentivados. Mas lembre-se de que as broncas devem sempre acontecer em particular e os elogios publicamente.

Para a senhora, qual é o segredo da educação dos filhos?

O grande segredo da educação é ter equilíbrio entre aplicar as regras e manter-se afetivo. Mostrar ao filho que sempre está disponível para o afeto. Jamais dizer a ele que “não o ama mais” ou “que preferia que ele não tivesse nascido”. São frases que podem gerar sérios problemas psicológicos para a criança.

Se os pais estão com problemas na educação dos filhos, e estes estão tendo comportamentos agressivos e birras frequentemente, os pais devem procurar ajuda profissional?

Muitas vezes, os pais não procuram os profissionais especializados esperando que os problemas por si só se resolvam, quando, na verdade, quanto mais cedo eles forem solucionados, melhor. Eles se sentem responsáveis e não querem se expor, mas procurar ajuda especializada é sinal de maturidade e responsabilidade.

 

FONTE: http://manualdamamae.com/texto/detalhes/de-afeto-regras-e-limites

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Afeto e a Aprendizagem



O Afeto e a Aprendizagem                  


                 Não mais se questiona que a afetividade acompanha o ser humano desde a sua vida intrauterina até a sua morte, se manifestando como uma fonte geradora de potência, e sendo o alicerce sobre o qual se constrói o conhecimento racional. Por isso, a questão da afetividade tem sido bastante abordada, pois se percebeu quão benefícios ela traz ao desenvolvimento cognitivo, mostrando a responsabilidade de educadores (pais e professores) na construção da personalidade da criança. Ela também é de grande importância para uma vida emocionalmente saudável, pois falar de afetividade é se levar em conta emoções, disciplina, postura, uma constante em todo meio do qual faça parte o ser humano: seja na família, na escola ou qualquer outro ambiente.

Emoções e Afetos nas Relações Sociais
     Existem muitos problemas de relacionamento nos dias de hoje que podem ser decorrentes das dificuldades que as pessoas têm de estabelecer relações amistosas com o outro. Os sentimentos tão importantes na vida tornam os indivíduos capazes ou não, de estabelecerem um bom relacionamento com outras pessoas, dependendo da forma que eles vão sendo tratados ao longo da vida. Dessa forma, a falta de afetividade pode acarretar além de prejuízos emocionais também pedagógicos, pois o ato de aprender envolve cumplicidade do aprendiz com o seu educador.
        Goleman (1995, p. 301) chama as pessoas bem preparadas emocionalmente de “emocionalmente inteligentes”, pois são capazes de controlar seus estados emocionais, têm mais facilidade de concentração, compreendem melhor os outros, tem mais facilidade para fazer amigos, e também têm um melhor desempenho escolar. Portanto, a afetividade traz consigo a capacidade de ampliação da interação social, solidificando as relações de amizade, promovendo a qualidade dos relacionamentos, proporcionando uma educação com propósitos claros, que por sua vez confere aos objetos do conhecimento um sentido afetivo e significativo.




Elogios e Críticas – Consequências
                

                     Sempre há algum motivo para valorizar o outro, e corrigir não é uma tarefa simples. Também não existem críticas construtivas, mas sim críticas com afeto, o que faz toda a diferença, pois educa as emoções.  Para Cury (2003, p.145), antes de criticar, devemos dizer a criança o quanto ela é importante, pois, ao elogiá-la antes de mostrar seu defeito, ela acolherá melhor às observações que lhe serão feitas.  Da mesma forma Goleman (1995, p.167 e 168) salienta que uma crítica habilidosa pode ser uma proveitosa mensagem, pois se concentra no que a pessoa fez ou pode fazer e não em um ataque ao caráter, colocando a criança na defensiva, se fechando, e não se motivando para fazer melhor as coisas. E que tanto as críticas quanto os elogios são mais eficazes se cara a cara e em particular
                     As crianças que só escutam críticas de tudo o que fazem, ficam com baixa autoestima, se sentindo inferiores e muito carentes. A criança tem muita sensibilidade e sente se as pessoas do seu convívio estão sendo sinceras ou não. Mas ser afetivo no elogio não significa só abraçar e beijar. O melhor mestre é sempre o exemplo. Toda criança é capaz de perceber as contradições entre o que se diz e o que se faz.

Texto adaptado da Revista Eletrônica Saberes da Educação – Volume 3 – nº 1 - 2012

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

5 Regras de Etiqueta que os Estudantes devem seguir!



Existem algumas regras gerais que os estudantes devem seguir para se comportarem da melhor maneira na sala de aula. Isso é importante para desenvolver hábitos de estudo eficientes e não atrapalhar o aprendizado, uma vez que o comportamento pode ser um fator importante na hora de calcular a nota do aluno.
E o comportamento na sala de aula pode influenciar as notas no final do ano. Para evitar isso, confira 5 regras de etiqueta que os estudantes devem seguir.
1. Respeitar os colegas
O respeito é importante em qualquer situação, e na sala de aula não é diferente. Você deve sempre ser gentil com os seus colegas de sala e evitar comentários ofensivos.


2. Ser educado
É falta de educação conversar enquanto o professor está ministrando a aula, assim como não é bom utilizar uma linguagem inapropriada na escola. Seja sempre educado.
3. Ser organizado
Um ambiente de estudos desorganizado é uma forma de distração. Mantenha a sua mesa organizada e livre de papeis desnecessários.


4. Estar preparado
É importante se manter preparado quanto ao conteúdo que será tratado na aula. Se você não sabe sobre o que será a próxima lição, pergunte ao seu professor e pesquise antes. Dessa forma, você chegará à aula preparado com as suas dúvidas.
5. Não se atrasar
Estudantes que chegam após o início da aula podem atrapalhar os colegas de classe, além de interromper a continuidade do discurso do professor. Programe-se para sair de casa em um horário que não causará atrasos.


Fonte: Universia Brasil (http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2013/09/18/1050472/5-regras-etiqueta-os-estudantes-devem-seguir.html)


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SER PSICÓLOGO



"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso, é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar,
as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais
precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo,
seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de
favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção
que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar,
ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra,
do conselho, da minha sinalização.
Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas,
sejam segredos que me acompanhem até o fim.

E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de
ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que
não tinha com quem contar para dividir sua solidão,
sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir
que isso só começa quando a gente consegue
realmente se conhecer e se aceitar."


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A Descoberta da Sexualidade


Qual é o papai ou a mamãe que não ficam assustados quando seus pequenos começam a descobrir sua sexualidade?
Atitudes embaraçosas, perguntas constrangedoras…
Tudo isso faz parte do desenvolvimento saudável da criança desde que sem exageros. É importante tentar perceber quando a criança está demonstrando uma curiosidade de acordo com sua idade ou sua vontade de conhecer mais está extremamente exagerada podendo configurar um transtorno.
Uma regra que vale sempre, não só no assunto sexualidade, mas em todos os momentos em que são questionados, é sempre dar respostas verdadeiras e diretas. Se uma criança pergunta como ela nasceu o papai ou mamãe podem responder: “No hospital. Você saiu da barriga da mamãe.” Se esta resposta for suficiente para a curiosidade a criança vai parar por aí. Se não foi, certamente virá outra em seguida e mais outra até que ela obtenha uma resposta que satisfaça sua dúvida.
O que não deve acontecer é querer dar uma aula de anatomia, relacionamentos e reprodução quando a pergunta é bem mais simples. Quando os pais ficam absolutamente sem ação é melhor dizer à criança que não sabem a resposta, que vão pesquisar e depois dizer a ela, do que inventar uma resposta não verdadeira. Se ela não ficar satisfeita com a resposta, certamente irá buscá-la em outra fonte.
É preciso compreender que essa descoberta é saudável e importante para o desenvolvimento da sexualidade adulta sem traumas.
Por volta dos 3-4 anos, geralmente livres das fraldas, começam a ter curiosidade pelos seus órgãos, tocá-los e percebem que dá prazer. Então começam a perceber as diferenças entre meninos e meninas. Muitas dessas situações vão ocorrer e o que mais os pais e educadores devem estar atentos é às situações compulsivas e recorrentes. É preciso passar a elas que essa descoberta é normal, dá prazer, não é “feia”.
Da mesma forma que você precisa de privacidade para ir ao banheiro, outras atitudes também precisam. Como agir em uma situação como essa? Tanto pais como educadores devem fazer com que ela saiba lidar com sua descoberta e perceba que há hora e lugar para a exploração.
Quando a criança insiste em um comportamento em casa ou na escola, proponha a ela outra atividade. Um jogo, uma brincadeira fazendo com que ela perceba que aquele momento é inapropriado para sua “pesquisa”. Ao largar as fraldas, muitas das crianças têm um choque ao visualizar o amiguinho no banheiro e perceber que ele ou ela tem algo a mais ou a menos. É a chamada síndrome da castração segundo Freud.
A menina pensa que lhe falta um pedaço ou ainda vai crescer. Os meninos por sua vez ficam horrorizados pensando o mesmo e achando que se aconteceu com elas pode também acontecer com eles. Por isso é importante mostrar a elas as diferenças. Deve-se passar uma mensagem clara para que não haja um problema de identificação sexual.
Por volta dos 5 anos aparece a curiosidade em explorar o corpo dos amigos. Ela está descobrindo o seu próprio corpo e o dos outros. Mais uma vez é importante perceber qual a conotação para ela. Crianças não têm uma visão erótica dessas manifestações. Essa ideia está no pensamento já estereotipado do adulto.
Todas as fases de descoberta de uma criança devem ser acompanhadas pela família, para que a mesma possa sempre dar a assistência adequada.
Texto Adaptado de Karen Kaufmann Sacchetto  (Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, Especialista em Distúrbios de Aprendizagem, Psicopedagoga, Pedagoga)